UNESCO condena morte de jornalista paquistanês

O jornalista Mukarram Khan Aatif chegou a mudar de residência devido às ameaças de morte.

Diretora-Geral da UNESCO Irina BokovaA Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou a morte do jornalista paquistanês Mukarram Khan Aatif, no dia 17 de janeiro, e pediu por investigações que levem os assassinos à justiça. Ela também solicitou medidas que aumentem a segurança do trabalho da imprensa no país.

Aatif foi morto enquanto rezava em uma mesquita em Peshawar. Ele era correspondente para o canal de televisão privado Dunya News e também trabalhara para a Deewa Radio. Ele já havia sido forçado a mudar a residência de sua família devido às ameaças de morte recebidas de grupos militantes.

Desde 2002, 22 jornalistas já foram mortos no Paquistão de acordo com a UNESCO. Em um comunicado de imprensa, a agência observou que está trabalhando para aumentar as condições de trabalho de jornalistas no país através de atividades de conscientização sobre a importância da liberdade de imprensa e liberdade de expressão.