UNESCO condena morte de três jornalistas na Síria

ONGs de profissionais de mídia afirmam que dois repórteres britânicos morreram em ataque a Darkoush e que um fotógrafo sírio foi torturado em Derbassiyeh.

A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou nesta terça-feira (03/04) o assassinato de três jornalistas na Síria e pediu às autoridades que garantam a segurança dos profissionais de mídia que atuam no país.

Os repórteres britânicos de origem argelina Naseem Intriri e Walid Bledi, que atuavam como freelance, morreram em um ataque a Darkoush, perto da fronteira com a Turquia, em 26 de março. No mesmo dia, o fotógrafo curdo-sírio Jawan Mohammed Qatna morreu em outro incidente em Derbassiyeh, no leste.

Os assassinatos “destacam o terrível e inaceitável preço que tem sido pago por jornalistas que tentam desempenhar suas funções profissionais na Síria”, declarou Bokova.

Segundo o Comitê de Proteção de Jornalistas, Intriri e Bledi trabalhavam em um documentário sobre cidadãos sírios que cruzam a fronteira com a Turquia para fugir do conflito.

Já Qatna trabalhava para o Comitê de Coordenação Derbassiyeh Livre e cobria regularmente os protestos na região. A organização Repórteres Sem Fronteiras informou que ele foi tirado de casa por quatro homens não identificados e seu corpo foi encontrado três horas depois, em um vilarejo próximo, com marcas de tortura.

“Peço que as autoridades sírias abram inquérito para apurar os crimes e levem os responsáveis a julgamento”, disse Bokova. “Profissionais de mídia devem ter condições de realizar seu trabalho sem termer pelas próprias vidas. Liberdade de expressão é um direito humano básico e a pedra fundamental da democracia.”