Com os dois últimos assassinatos no mês de maio, o número de jornalistas e trabalhadores de mídia mortos no país chega a 27, desde 2002.
A chefe das Organizações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, expressou alarme hoje (01/06) com o número de jornalistas que vem sendo assassinados no Paquistão, pedindo que as autoridades investiguem as duas mortes mais recentes que ocorreram em maio.
“O número de jornalistas que estão pagando com a vida por seus trabalhos no Paquistão é alarmante”, disse por meio de um comunicado de imprensa.
Abdul Razaq Gul, um jornalista da Express News TV, localizada na província de Balochistan, foi encontrado morto em 19 de maio, de acordo com a UNESCO. Ele foi sequestrado enquanto retornava para casa na noite anterior, e seu corpo mostrou sinais de tortura. Já Aurengzeb Tunio era repórter para a Rede de Televisão Kawaish na vila de Lalu Ranwak. Perto de 20 pistoleiros atacaram o escritório, matando Tunio, seu irmão e um amigo.
“Peço que as autoridades investiguem esses assassinatos. É essencial para a liberdade de expressão e a boa governança que os responsáveis sejam levados à justiça”, acrescentou Irina Bokova. Com os dois últimos assassinatos, o número de jornalistas e trabalhadores de mídia mortos no Paquistão chega a 27, desde 2002.