UNESCO: ‘cultura permite a milhões de artistas e profissionais ganharem a vida com seu trabalho’

Diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, alertou que “os inimigos dos direitos humanos sempre atacam a diversidade cultural, que simboliza a liberdade de ser e de pensar — o que é intolerável para eles”.

Imagem: reprodução/Festival Internacional de Arte Capoeira

Imagem: reprodução/Festival Internacional de Arte Capoeira

Em mensagem sobre o Dia Mundial para a Diversidade Cultural e para o Diálogo e o Desenvolvimento – celebrado em maio (21) –, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, destacou o papel da cultura para a promoção do crescimento socioeconômico responsável.

“A celebração da diversidade cultural significa a abertura de novas perspectivas para o desenvolvimento sustentável, assim como a promoção de indústrias criativas e do empreendedorismo cultural como fontes de milhares de empregos em todo o mundo – particularmente para os jovens e especialmente para as mulheres”, explicou a dirigente.

Bens e serviços culturais têm identidades,
pontos de referência e valores, ao mesmo tempo em que
permitem que milhões de criadores, artistas e profissionais
ganhem a vida com o seu trabalho.

Segundo Bokova, “a cultura oferece uma oportunidade única de conciliar os aspectos econômicos e sociais do desenvolvimento”. “Bens e serviços culturais têm identidades, pontos de referência e valores, ao mesmo tempo em que permitem que milhões de criadores, artistas e profissionais ganhem a vida com o seu trabalho.”

A diretora-geral lembrou ainda que “a celebração da diversidade cultural também significa estar consciente dos laços que nos unem ao nosso meio ambiente, uma vez que a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade é para a natureza”.

Bokova alertou que “os inimigos dos direitos humanos sempre atacam a diversidade cultural, que simboliza a liberdade de ser e de pensar — o que é intolerável para eles”.

“Neste dia, vamos ousar responder a eles de forma coletiva: eu chamo todos os Estados-membros a fortalecer o espírito deste dia, como uma arma pacífica contra as tentações do isolacionismo, do fechamento e da exclusão, que levam a humanidade a renunciar a si mesma, ignorando a sua própria riqueza”, convocou a diretora da agência da ONU.