UNESCO denuncia assassinatos de jornalistas no Paquistão

O repórter Tariq Kamal desapareceu em 7 de maio e seu corpo foi encontrado, junto com o de um amigo, dois dias depois. Colunista e analista político, Murtaza Ravi foi encontrado estrangulado e torturado em 19 de abril. Desde 2002, 25 profissionais de mídia foram mortos no país.

Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova (UNESCO/Ania Freindorf)A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, denunciou hoje (18/05) os assassinatos de dois jornalistas paquistaneses e expressou preocupação sobre a deterioração contínua da segurança de jornalistas no país.

“Esses últimos assassinatos, que aconteceram com apenas um mês de distância, destacam as condições perigosas nas quais trabalham os jornalistas no Paquistão. Todo esforço deve ser feito para levar os criminosos à Justiça”, afirmou.

Tariq Kamal era repórter de um jornal publicado em Karachi. Foi dado como desaparecido em 7 de maio, junto com um amigo, e seus corpos foram encontrados dois dias depois. De acordo com a família, Kamal partiu de Karachi para outra cidade na província de Sindhi em 3 de maio para acompanhar uma notícia que descreveu como “exclusiva”.

Murtaza Ravi era colunista e analista político do jornal inglês Dawn. Seu corpo foi encontrado estrangulado e torturado em um apartamento de Karachi em 19 de abril.

Segundo a UNESCO, 25 jornalistas ou profissionais de mídia foram mortos no Paquistão desde 2002. “Isso é motivo para alarme e requer ação urgente em nome da liberdade de imprensa e os direitos dos cidadãos a serem informados”, afirmou Bokova.