A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou nesta semana que “os direitos humanos estão sob ameaça” em todo o mundo. “Vemos quão facilmente eles podem ser deixados de lado por estereótipos desumanizadores e pelo surgimento de discursos intolerantes”, ressaltou a dirigente em mensagem para o Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro.

A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou nesta semana que “os direitos humanos estão sob ameaça” em todo o mundo. “Vemos quão facilmente eles podem ser deixados de lado por estereótipos desumanizadores e pelo surgimento de discursos intolerantes”, ressaltou a dirigente em mensagem para o Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro.
Em 2018, a data comemora os 70 anos da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Segundo Azoulay, o documento “incorpora o eterno anseio da humanidade pela liberdade, justiça e dignidade”. O marco, disse a dirigente, “não é o produto de uma única cultura ou tradição, mas uma base comum para todos os indivíduos levarem uma vida plena e para todos os povos e todas as nações viverem em paz”.
De acordo com a autoridade máxima da UNESCO, os direitos humanos respaldam o propósito da agência, que trabalha para garantir “oportunidades plenas e iguais de educação para todos, na busca irrestrita da verdade objetiva, e no livre intercâmbio de ideias”.
Num momento em que a comunidade internacional se prepara para adotar dois novos pactos, sobre migrantes e refugiados, a UNESCO, acrescentou Azoulay, também está expandindo seus esforços para levar educação a essas populações.
Equality.
— UNESCO (@UNESCO) 10 de dezembro de 2018
Justice.
Freedom.#StandUp4HumanRights today and every day!
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“Conflito, extremismo violento e desastres naturais podem causar o caos, minando os direitos dos mais vulneráveis da sociedade”, explicou a ex-ministra da Cultura da França.
A chefe do organismo internacional lembrou ações da UNESCO em diferentes frentes, como o monitoramento e denúncia de ataques a jornalistas, para defender a liberdade de expressão, e a promoção da liberdade cultural, para conservar a herança compartilhada e formas culturais contemporâneas.
Outro eixo de atuação são as iniciativas em prol do direito à água, ao saneamento e a um oceano limpo, com a proteção de meios de subsistência que são vitais para comunidades costeiras e seus direitos humanos.
“Devemos permanecer sempre vigilantes para que o progresso feito nos últimos 70 anos seja mantido, e que a UNESCO continue a ser o principal laboratório internacional de ideias para enfrentar esses desafios”, completou Azoulay.