A ideia é que o monitoramento seja contínuo e avalie o impacto socioeconômico e cultural do Museu de Congonhas desde sua inauguração, em 2015, por meio de dados como aumento do afluxo turístico, melhoras na infraestrutura urbana e turística, percepção e avaliação dos turistas, marketing, eventos, entre outros.

Museu de Congonhas. Foto: Arvore de Comunicação/Leo Lara
Representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e da prefeitura de Congonhas (MG) reúnem-se até sábado (6) na cidade para elaborar uma metodologia de monitoramento sobre os impactos do Museu de Congonhas na comunidade local.
Os debates sobre a metodologia de monitoramento também envolvem representantes da Fundação Municipal de Cultura (FUMCULT), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), além de três consultores contratados para o projeto.
O objetivo é avaliar o impacto do Museu de Congonhas — museu do sítio do Patrimônio Mundial do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos — no desenvolvimento local, no curto, médio e longo prazo.
A metodologia irá considerar aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais e deve servir como instrumento a ser utilizado nos demais sítios do Patrimônio Mundial no Brasil.
Com a recente inserção da Pampulha, em Belo Horizonte (BH), na lista do Patrimônio Mundial, o Brasil possui hoje 20 sítios inscritos, sendo 13 sítios culturais e sete naturais.
Estar na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade representa um dos maiores reconhecimentos da cultura no mundo, e a ideia é que a nova metodologia seja um piloto de indicadores que possam ser adotados para todos os demais sítios culturais do país.
“O projeto a ser desenvolvido a partir do Museu de Congonhas se torna inovador, pois não há registro de desenvolvimento de indicadores customizados para mensurar o impacto em um sítio específico do Patrimônio Mundial no Brasil”, disse a coordenadora de cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis.
A ideia é que o monitoramento seja contínuo e avalie o impacto socioeconômico e cultural do museu desde a inauguração, em dezembro de 2015, por meio de dados como aumento do afluxo turístico, melhoras na infraestrutura urbana e turística, percepção e avaliação dos turistas, marketing, eventos, entre outros.
Um dos resultados esperados é a mensuração de como o Museu de Congonhas se torna uma alternativa para Congonhas para além da vocação natural de cidade mineradora, e cria opções de atividades econômicas promovendo o turismo e o comércio local.
“Ter ferramentas especialmente desenhadas para o Museu de Congonhas permitirá oferecer um retrato fiel à realidade e apontar caminhos e soluções rumo ao despertar de uma economia criativa no município, capaz de mudar o rumo de seu processo de desenvolvimento”, afirma Sérgio Rodrigo Reis, presidente da FUMCULT.