O cantor e embaixador da Boa Vontade da UNESCO atuava como ministro da Cultura no momento da criação do tratado. Para ele, Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais permitiu a diversificação da cultura em todas as esferas.

O músico e ex-ministro Gilberto Gil defendeu a criação da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Na próxima quarta-feira (16), a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lança em Paris o relatório “Reformulando Políticas Culturais: uma década promovendo diversidade de expressões culturais para o desenvolvimento” que monitora o progresso e os desafios na implementação da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O tratado foi criado em 2005 e hoje conta com o apoio de 141 Estados.
No Brasil, o cantor Gilberto Gil e embaixador da Boa Vontade da UNESCO, lembrou da importância do tratado, adotado durante seu mandato como ministro da Cultura. Em mensagem de apoio aos dez anos de sua criação, definiu o tratado como “um momento histórico”.
“Tenho orgulho de ter participado, como ministro da Cultura do Brasil, desse processo único, que buscou incentivar um melhor equilíbrio entre os interesses comerciais e culturais em âmbito mundial”, disse.
Segundo o cantor, a comunidade internacional aguardava há muito tempo um acordo, que, por primeira vez, afirmasse a vontade política e o comprometimento dos governos em proteger e promover o maior número possível de expressões culturais.
“Hoje, emergem novas sociedades criativas, com novos conceitos e linguagens contemporâneas. A revolução digital nos obriga a reinventar a maneira como fazemos praticamente tudo e também a reexaminar os canais instituídos para a criação, a produção, a distribuição, o acesso e a fruição de bens e serviços culturais”, complementou.
Para ele, a comemoração dessa década é uma oportunidade que não pode ser perdida na diversificação da cultura, em todas as esferas.
“Das artes públicas aos distritos criativos e plataformas digitais, o compromisso cívico é estimulado em todos os níveis. Tanto no Norte quanto no Sul, artistas e profissionais da cultura não buscam tratamento especial, mas tratamento igualitário”, disse. “Com a Convenção, podemos defender os valores de acesso equitativo, abertura e equilíbrio para a próxima década.”