A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) homenageou esta semana o renomado artista moçambicano Valente Ngwenya Malangatana e Artista pela Paz da UNESCO, falecido na última quarta-feira (05/01).
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) homenageou esta semana o renomado artista moçambicano Valente Ngwenya Malangatana e Artista pela Paz da UNESCO, falecido na última quarta-feira (05/01).
Os Artistas pela Paz são personalidades reconhecidas internacionalmente que usam sua influência, carisma e prestígio para ajudar a promover as mensagens e programas da agência. Estão, entre eles, o autor haitiano Frankétienne, o premiado grupo Philippine Madrigal Singers, o músico camaronense Manu Dibango, a designer de moda bangladeshiana Bibi Russell e o músico brasileiro Gilberto Gil.
“Com a morte de Valente Ngwenya Malangatana, a arte africana perde um de seus maiores talentos”, disse a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova. “Ele era não só um artista maravilhoso, mas também um ardoroso defensor da paz.”
Malangatana, como era conhecido, nasceu na vila de Matalana, no sul de Moçambique, em 1936. Conhecido por suas grandes telas e afrescos retratando coloridas multidões, também era um renomado ceramista, gravurista, escultor e poeta. O artista criou um afresco em Maputo durante a Conferência da UNESCO sobre Cultura da Paz e Governança, em setembro de 1997. No mesmo ano, a agência o designou Artista pela Paz.
Seu trabalho pode ser apreciado no Museu Nacional de Arte de Moçambique, bem como em galerias e coleções privadas da Angola, Índia, Nigéria, Portugal e Moçambique. Ele também criou murais para o Museu de História Natural de Moçambique e para o Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. Um de seus trabalhos, “Juventude e Paz”, foi doado à UNESCO e está exposto na sede da agência, em Paris.