A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou hoje (25/3) a morte do jornalista Jamal Ahmed Al-Sharabi, assassinado após homens armados abrirem fogo contra manifestantes na capital iemenita, Sana’a, semana passada. Outras pessoas também foram mortas e dezenas ficaram feridas durante a repressão contra os manifestantes.
A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou hoje (25/3) a morte do jornalista Jamal Ahmed Al-Sharabi, assassinado após homens armados abrirem fogo contra manifestantes na capital iemenita, Sana’a, semana passada.
Outras pessoas também foram mortas e dezenas ficaram feridas durante a repressão contra os manifestantes, no dia 18 de março, apontou a agência um comunicado à imprensa. De acordo com o International Press Institute (IPI), Al-Sharabi cobria a manifestação para o jornal independente Al-Masdar.
“O assassinato de Jamal Ahmed al-Sharabi é um ataque contra o direito humano básico do povo do Iêmen à liberdade de expressão”, afirmou a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova.
“É dever das autoridades garantir que os jornalistas sejam capazes de desempenhar as suas funções profissionais em condições mais seguras possíveis. É também seu dever investigar exaustivamente as circunstâncias dessa morte – que ocorreu durante um confronto que também custou tragicamente muitas outras vidas. E trazer os responsáveis à justiça.”
No início desta semana, o escritório de direitos humanos da ONU expressou preocupação pela situação no Iêmen, onde foi declarado estado de emergência e confrontos armados entre as forças de segurança e manifestantes continuam.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lamentou a matança de dezenas de manifestantes pacíficos na semana passada, incluindo a utilização de atiradores de elite em telhados, e salientou que todas as violações dos direitos humanos devem ser investigadas e os responsáveis levados à justiça.
Ele também manifestou preocupação com a supressão do direito à liberdade de expressão na região, incluindo a decisão do governo iemenita de deportar dois correspondentes da Al Jazeera no dia 19 de março.
O Iêmen é um dos vários países no Oriente Médio e do Norte da África que estão presenciando manifestações por reformas democráticas. Protestos semelhantes já levaram à saída de ditadores na Tunísia e no Egito, em janeiro e fevereiro deste ano, enquanto na Líbia o coronel Muammar al-Khadafi está travando uma forte ofensiva militar contra a oposição.