Em mensagem para o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, lembrado neste 29 de novembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, defendeu a educação inclusiva, a liberdade de expressão e o respeito à diversidade cultural como elementos fundamentais para a paz na região.

Crianças no campo de refugiados Khan Yunis, em Gaza. Foto: UNICEF/Eyad El Baba
Em mensagem para o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, lembrado neste 29 de novembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, defendeu que a paz para o conflito com Israel “exige reconhecimento e entendimento dos direitos, cultura e histórias de todos os povos que vivem na região”. Chefe da agência da ONU reiterou apoio aos esforços palestinos que visam à construção de um futuro pacífico, baseado no respeito aos direitos humanos.
“A UNESCO, há muito tempo, tem se engajado junto ao povo palestino pelo desenvolvimento da educação, da cultura, das ciências e da liberdade de expressão. Esses objetivos moldam todas as ações da UNESCO para promover o diálogo e a mudança, conter todas as formas de racismo e ódio, com a finalidade de construir a paz nas mentes de todas as mulheres e homens”, afirmou Audrey.
A dirigente explicou que uma das prioridades do organismo internacional tem sido o fortalecimento do sistema de educação palestino. “A UNESCO trabalha com o Departamento de Educação da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) a fim de avançar reformas e fortalecer oportunidades de aprendizagem inclusiva.”
Além de uma educação de qualidade e do respeito à diversidade cultural, outro elemento é fundamental, segundo Audrey, para promover a paz. “A liberdade de expressão também é essencial para o cumprimento da lei e da democracia. A UNESCO está trabalhando com o povo palestino para promover a mídia plural e independente, para fortalecer a liberdade de expressão, e para assegurar o acesso à informação”, disse.
A chefe da UNESCO enfatizou que um “espírito de cooperação e reciprocidade é fundamental para se reconstruir a confiança entre os atores envolvidos e criar as condições para negociações produtivas”.
O Dia Internacional foi estabelecido pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 1977. A data, 29 de novembro, tem um significado particular para o povo palestino – neste dia, em 1947, a Assembleia Geral adotou a resolução 181 (II), também conhecida como o plano de Partilha da Palestina. A diretiva firmava as bases para a criação, na região palestina, de um “Estado judeu” e de um “Estado árabe”, com Jerusalém sob um regime internacional especial. Dos dois países, apenas um — Israel — foi estabelecido até o momento.
O ano de 2017 marca ainda os 50 anos do início da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Atualmente, a população palestina soma mais de 8 milhões de pessoas, que vivem sobretudo no Território Palestino Ocupado por Israel desde 67, incluindo Jerusalém Oriental, e também em países árabes vizinhos e em campos de refugiados na região.