UNESCO pede investigação de assassinatos de dois jornalistas no Paquistão

Segundo a agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa, oito jornalistas foram mortos no Paquistão este ano.

Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova (UNESCO/Ania Freindorf)A chefe da agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa pediu hoje (19) às autoridades paquistanesas para investigar o assassinato de dois jornalistas e levar os responsáveis à justiça.

“Condeno o assassinato de Adbul Kahliq e Khand Mushtaq”, disse a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova. “Estou profundamente preocupadoa com os ataques a jornalistas e profissionais de mídia no Paquistão e chamo as autoridades para que os responsáveis por esses crimes sejam levados à justiça”.

Em 29 de setembro, Abdul Khaliq foi baleado por homens armados não identificados em Khuzdar, segundo a UNESCO. Khaliq trabalhava como repórter para ARY TV News e dois jornais, Awan e Tawar. Um repórter da TV privada Dharti, Mushtaq Khand, foi morto quando homens armados abriram fogo contra uma reunião pública em Khairpur, em 7 de outubro.

Segundo a UNESCO, oito jornalistas foram mortos no Paquistão este ano.