Mais três jornalistas foram mortos a tiros no Egito – dois quando cobriam manifestações no Cairo e outro durante uma blitz em Damanhur. O corpo de um profissional desaparecido desde março no Paquistão foi encontrado mutilado e, na Guatemala, um apresentador de TV também foi assassinado.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO/Ania Freindorf
A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu nesta segunda-feira (26) investigação sobre as mortes de três jornalistas no Egito, um no Paquistão e outro na Guatemala.
“Lamento as mortes de Ahmed Abdel Gawad, Mosab Al-Shami e Tamer Abdel Raouf”, disse Bokova ao pedir às autoridades egípcias que “façam todo o possível para garantir a segurança dos profissionais de mídia”.
A chefe da UNESCO expressou angústia e preocupação com a violência direta contra a mídia no país onde cinco profissionais foram mortos no desempenho de suas funções nos últimos dias.
De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Gawad, um repórter do diário Al-Akhbar, e Al-Shami, repórter fotográfico do Rassd News Network, foram mortos em 14 de agosto enquanto cobriam as manifestações no Cairo. Ambos foram atingidos por tiros.
Raouf era diretor regional do jornal Al-Ahram e levou um tiro numa blitz em Damanhur, em Beheira, no Norte do Egito, em 19 de agosto. Outro jornalista que estava no carro, Hamed Al-Barbari, foi ferido.
Bokova também condenou os assassinatos de Haji Abdul Razzak, no Paquistão, e de Carlos Alberto Orellana Chávez, na Guatemala.
Razzak, 35 anos, era repórter do jornal em língua urdu Daily Tawar. Seu corpo foi encontrado mutilado em Karachi na última quarta-feira. O jornalista estava desaparecido desde 24 de março.
Orellana Chávez, 66, que dirigiu a Radio Victoria por 25 anos na Guatemala, era apresentador do programa de TV a cabo Optimo 23. Segundo a RSF, o jornalista foi baleado quando dirigia para o trabalho há uns 50 quilômetros de Mazatenango, capital de Suchitepequez, no sul do país.