Guylain Chanjabo, que já havia sido ameaçado anteriormente, foi achado morto no dia 17 de maio na região nordeste da RDC. “A liberdade de expressão é um direito irrevogável nas sociedades democráticas”, disse a chefe da UNESCO.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO
A chefe da agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa pediu nesta segunda-feira (27) uma investigação sobre o assassinato de um jornalista na República Democrática do Congo (RDC), Guylain Chanjabo.
“Eu condeno o assassinato de Guylain Chanjabo e peço às autoridades na República Democrática do Congo que façam todos os esforços possíveis para lançar luz sobre sua trágica morte, levando os responsáveis à justiça”, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova.
Chanjabo apresentava um programa no idioma suaíli na Rádio Canal Revelation e foi dado como desaparecido no dia 5 de maio. Seu corpo foi encontrado com evidências de lesões no pescoço no último 17 de maio no Rio Ngezi, a cinco quilômetros da cidade de Bunia, na região nordeste da RDC.
“A liberdade de expressão é um direito irrevogável nas sociedades democráticas, necessária para o Estado de Direito, permitindo que cidadãos possam tomar parte no debate informados”, disse Bokova.
Segundo a organização ‘Repórteres Sem Fronteiras’, Chanjabo foi violentamente atacado há seis meses e, pouco antes de seu desaparecimento, havia sido espancado em um bar por uma pessoa não identificada que criticou o teor de seus programas.