Radialista Farhan James Abdulle, 27 anos, morto em 2 de maio, era “defensor fervoroso da liberdade de imprensa”, relata Diretora-Geral da Agência, Irina Bokova.
A Diretora-Geral Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, apelou na segunda-feira (07/05) para que as autoridades da Somália levem à Justiça os responsáveis pelo assassinato do radialista Farhan James Abdulle, de 27 anos. “Não deve haver impunidade”, disse. Este é o quinto jornalista a ser assassinado no Chifre da África este ano.
Bokova afirmou que Abdulle era “defensor fervoroso da liberdade de imprensa” e lutou por segurança reforçada para os jornalistas.
“Sua trágica morte, na véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), priva o povo da Somália de uma voz que se manifestava pelo direito de o povo ser informado e pelo direito de o povo se expressar”, declarou Bokova.
“A construção de uma democracia robusta é uma tarefa complexa, especialmente nos países em situação pós-conflito. A liberdade de imprensa desempenha um papel fundamental e os jornalsitas devem estar aptos a trabalhar sem temer por suas vidas, se forem cumprir plenamente suas responsabilidades”, acrescentou.
Abdulle foi morto por um pistoleiro não identificado, na quarta-feira (02/05), na vila de Garsoor, região central da Somália. Era repórter da sucursal da Rádio Galkayo Daljir.