Oficinas em Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e Nova Friburgo (RJ) têm como objetivo disseminar programa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO) que visa a preservar a história da humanidade registrada em livros, manuscritos, imagens, fotografias, documentos, áudios e jornais.

Coleção das jornadas de Don Pedro II no Brasil e no exterior. Foto: Registro Memória do Mundo/UNESCO
O comitê nacional do programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove nesta terça (31) e quarta-feira (1) oficinas nas cidades de Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e Nova Friburgo (RJ) com o objetivo de disseminar o projeto e capacitar arquivos públicos e instituições interessadas.
As oficinas de Fortaleza e Curitiba ocorrem nesta terça-feira, e a de Nova Friburgo, na quarta-feira. As ações serão realizadas no momento em que o edital do Comitê Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO (nível nacional) está com inscrições abertas (saiba mais aqui).
Entre os temas que serão abordados nas oficinas estão a diferenciação dos três níveis do programa Memória do Mundo, sendo eles o internacional (MOW), o regional (na América Latina e Caribe, o MOWLAC) e o nacional (MOW Brasil), assim como as orientações para o preenchimento do formulário de candidatura para o nível nacional.
O coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Adauto Soares, estará presente na oficina no Ceará com vistas a estimular a participação da região Nordeste no programa, uma vez que ela possui poucos acervos inscritos e baixa taxa de candidaturas.
“Criado em 1992, o programa Memória do Mundo da UNESCO visa a preservar a história da humanidade registrada em livros, manuscritos, imagens, fotografias, documentos, áudios e jornais. A organização estimula que seus Estados-membros criem comitês nacionais para estimular e preservar ainda mais os acervos dos países”, explica o coordenador.
Na oficina, Soares apresentará um exemplo de acervo inscrito no programa no nível nacional e regional. Trata-se de cerca de 150 mil imagens que registram o cotidiano de 62 etnias indígenas, produzidas pelo fotógrafo e documentarista brasileiro Wolf Jesco von Puttkamer (1919-1994).
O acervo de Jesco também conta com imagens da construção de Brasília e é mantido pelo Instituto de Pré-História e Antropologia de Goiás, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Assista abaixo o vídeo sobre o acervo de Jesco.
Sobre a Comissão Nacional do Memória do Mundo
A UNESCO estimula os países a criar e gerenciar comitês nacionais do programa Memória do Mundo. Esses comitês são independentes da agência da ONU e têm entre suas atribuições orientar arquivos públicos e instituições interessadas a se candidatar ao Memória do Mundo regional e internacional.
Os comitês também podem promover seus próprios registros em uma espécie de Memória do Mundo Nacional, como no caso do Brasil. Eles se tornam então responsáveis por elaborar os editais, receber e avaliar candidaturas e, por fim, fazer o registro nacional de vencedores.
No Brasil, o comitê nacional foi criado em 2004 e regulamentado em 2007. A partir deste ano, também passou a avaliar os acervos brasileiros fazendo o registo nacional dos mesmos no Programa Memória do Mundo (MOW Brasil).
Clique aqui para conhecer os acervos brasileiros registrados no nível nacional.