UNESCO seleciona novas reservas da biosfera esta semana

Há atualmente 610 reservas da biosfera em 117 países. Comunidades, governos e cientistas trabalham juntos nestas áreas conciliando desenvolvimento humano e atividades econômicas com conservação do meio ambiente.

Foto: UNESCO/K.H. Gaudry

Foto: UNESCO/K.H. Gaudry

Novas reservas da biosfera serão adicionadas à rede mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na reunião do Conselho Internacional de Coordenação do Programa sobre o Homem e a Biosfera (MAB), que ocorrerá entre segunda (27) e quinta-feira (30) na sede da agência em Paris.

As reservas da biosfera são locais onde comunidades, governos e cientistas trabalham juntos para encontrar formas de conciliar o desenvolvimento humano e as atividades econômicas com a conservação do meio ambiente.

As reservas são estabelecidas em ecossistemas específicos, como regiões montanhosas, florestas tropicais, áreas urbanas, zonas úmidas e sítios costeiros e marinhos.

Seis reservas no Brasil

Existem atualmente 610 reservas em 117 países. Durante a sessão deste ano, o Conselho vai considerar novas reservas da biosfera, propostas por China, Equador, França, Índia, Itália, Jamaica, Cazaquistão, Paquistão, Coreia do Sul, Espanha e Uruguai.

No Brasil, há seis reservas reconhecidas pela UNESCO: Mata Atlântica (incluindo o Cinturão Verde de São Paulo), Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia Central e Serra do Espinhaço. O país é representado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

Desde 1989, dez jovens pesquisadores recebem incentivos de até cinco mil dólares, por meio do Prêmio MAB de jovens cientistas, para realizar pesquisas em ecossistemas, recursos naturais e biodiversidade. Cabe ao Conselho examinar as candidaturas para o prêmio.

O programa MAB, criado em 1970, tem como objetivo promover abordagens inovadoras para o desenvolvimento econômico de maneira sustentável, melhorando os meios de subsistência humana e protegendo os ecossistemas naturais, além de apoiar pesquisas interdisciplinares sobre a perda da biodiversidade em suas dimensões ecológica, social e econômica.

Para saber mais informações sobre as reservas de biosferas, clique aqui.