Para sensibilizar seus funcionários a respeito da diversidade e do combate a todas as formas de discriminação, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) promoveu em 05 e 06 de setembro, em Salvador, uma oficina de formação e diálogo em direitos humanos.
A atividade “Dialogando sobre Diversidade e Direitos Humanos” foi organizada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI da Bahia (CPDD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
O encontro discutiu assuntos como sexualidade, orientação sexual, LGBTIFobia, identidade de gênero e garantia de direitos.

Michele Dantas, oficial de projetos do UNFPA na Bahia, falou à plateia formada por servidores do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Foto: IPAC.
Para sensibilizar seus funcionários a respeito da diversidade e do combate a todas as formas de discriminação, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) promoveu em 05 e 06 de setembro, em Salvador, uma oficina de formação e diálogo em direitos humanos.
A atividade “Dialogando sobre Diversidade e Direitos Humanos” foi organizada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI da Bahia (CPDD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
O objetivo do Ipac — que é uma autarquia vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia — foi sensibilizar e formar os servidores do instituto que atuam diretamente com o público, especialmente vigilantes e recepcionistas, mostrando a importância do respeito à diversidade e ajudando a desconstruir conceitos enraizados na sociedade. Foram discutidos assuntos como sexualidade, orientação sexual, LGBTIFobia, identidade de gênero e garantia de direitos.
Comunicação no combate à discriminação
Na abertura, a oficial de projetos do escritório do UNFPA na Bahia, Michele Dantas, fez uma breve exposição sobre o que são direitos humanos e como a discriminação, em vários casos, limita o acesso a alguns deles, como o direito à educação, ao trabalho e à saúde (incluindo saúde sexual e reprodutiva). “A intolerância, o preconceito, a discriminação seguem fazendo vítimas, especialmente no Brasil. A expectativa de vida de mulheres trans e travestis é de 35 anos, enquanto que a expectativa de vida de um brasileiro não trans é de 75 anos, portanto mais do que o dobro”, explicou.
“Além da violência física, a discriminação e o preconceito impedem as pessoas de terem uma vida digna, de acessarem os serviços de saúde, escolas e espaços públicos. Para alcançar o desenvolvimento sustentável e um país justo é preciso investir em políticas públicas e ações inclusivas e equitativas para não deixarmos ninguém para trás”, concluiu a oficial.
A oficina também promoveu debates, acolheu sugestões e tirou dúvidas dos participantes sobre os assuntos discutidos. Segundo o IPAC, mais de 100 funcionários do instituto participaram do encontro, recebendo, ao final, um certificado de participação.