UNFPA e Brasil incluem questões populacionais na agenda ambiental

Projeto que deve embasar debate da Rio+20 aborda urbanização e migração, desenvolvimento da Amazônia, riscos de desastres e outros fatores com impacto no desenvolvimento sustentável.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Ministério do Meio Ambiente concluíram a primeira versão do estudo “Dinâmica de População e as Implicações para Agenda de Planejamento Sustentável”. O projeto, que deve servir de base para os debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), será concluído apenas no fim do ano, mas os primeiros documentos estarão disponíveis gradativamente na plataforma governamental durante o evento.

“[São documentos] com propostas de melhoria para as condições ambientas levando em conta as questões populacionais”, explica Tais Santos, Representante Auxiliar do UNFPA e coordenadora do trabalho. “População e seus direitos devem ser levados em consideração na agenda ambiental. O fator demográfico deve influenciar na tomada de decisões”, acrescentou.

Os principais temas dos estudos estão focados em questões como processos de urbanização com ênfase na migração e seu papel no crescimento das cidades, possíveis modelos de desenvolvimento para a Amazônia, implicações da dinâmica populacional na agenda de sustentabilidade no bloco chamado BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) e identificação dos vínculos entre a dinâmica populacional e o processo de urbanização e os riscos de desastres.