UNIC Rio lamenta morte de Otavio Frias Filho

O Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC Rio – lamenta a morte de Otavio Frias Filho, falecido nesta terça-feira (21) vítima de câncer. À frente do jornal Folha de S.Paulo por mais de três décadas, atuou pelo jornalismo profissional, a liberdade de imprensa e a pluralidade de ideias.

Otávio Frias Filho em evento em comemoração aos 90 anos do jornal Folha de S.Paulo, 2011 - Foto: Assembleia Legislativa de SP/ALESP

Otávio Frias Filho em evento em comemoração aos 90 anos do jornal Folha de S.Paulo, 2011 – Foto: Assembleia Legislativa de SP/ALESP

O Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC Rio – lamenta a morte de Otavio Frias Filho, falecido nesta terça-feira (21) vítima de câncer. À frente do jornal Folha de S.Paulo por mais de três décadas, atuou pelo jornalismo profissional, a liberdade de imprensa e a pluralidade de ideias.

Seu trabalho na modernização editorial do jornal contribuiu para o debate público e o processo de redemocratização brasileiro na década de 80. O UNIC Rio expressa condolências aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

UNESCO lamenta morte de Otavio Frias Filho

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil também lamentou nesta quarta-feira (22) a morte precoce do jornalista, dramaturgo e ensaísta Otavio Frias Filho, aos 61 anos, diretor de Redação do jornal Folha de São Paulo.

Tendo trabalhado desde muito jovem no jornal criado por seu pai, Octávio Frias, assumiu a direção de Redação em 1984, aos 27 anos. “Desde cedo, demonstrou comprometimento com a função da mídia na sociedade, sem deixar de lado sua visão crítica com relação ao jornalismo”.

Ele foi responsável pelo chamado “Projeto Folha”, que instaurou uma linha editorial “crítica, apartidária e pluralista”, considerado um marco na imprensa brasileira, salientou a UNESCO.

Foi sob seu comando que a Folha atingiu a tiragem de mais de 1 milhão de exemplares nas edições de domingo. Otavio defendeu a entrada do jornal na campanha das Diretas Já, pelo fim do regime militar, comprovando o anseio da sociedade brasileira à época.

“Destacava com ênfase o papel do jornalismo na democracia, sempre atento à construção de um país moderno, justo e civilizado. Fará muita falta à democracia brasileira”, salientou a UNESCO.

“Expressamos também nossa solidariedade à família e amigos do jornalista pela irreparável perda, e a todos os colaboradores da Folha de S.Paulo.”