UNICEF: adolescente pataxó conduz Tocha Olímpica para representar crianças e jovens de todo o mundo

Breno Ferreira de 14 anos nasceu e cresceu na aldeia de Barra Velha, na Bahia. O jovem foi indicado pelo UNICEF para participar do revezamento da chama olímpica em Porto Seguro. Outros cinco adolescentes escolhidos pela agência da ONU e o Rio 2016 vão conduzir o símbolo das Olimpíadas.

Breno Ferreira foi indicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o comitê organizador Rio 2016, para participar do revezamento da Tocha Olímpica e representar crianças e adolescentes de todo o mundo. Foto: UNICEF/BRZ/Fred Borba

Breno Ferreira foi indicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o comitê organizador Rio 2016, para participar do revezamento da Tocha Olímpica e representar crianças e adolescentes de todo o mundo. Foto: UNICEF/BRZ/Fred Borba

Na última quinta-feira (19/5), o adolescente pataxó Breno Ferreira viveu a emoção de conduzir a Tocha Olímpica representando o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e todas as crianças e jovens do mundo.

Aplaudido por seus familiares e amigos, ele participou do revezamento em Porto Seguro, na Bahia. A cidade fica a três horas de estrada da aldeia de Barra Velha, onde Breno nasceu e vive com sua família.

“Eu desejo muitas coisas boas para todas as crianças da minha aldeia e do mundo”, disse o jovem de 14 anos.

Além de Breno, outros cinco adolescentes brasileiros vão realizar o sonho de conduzir o símbolo das Olimpíadas. Cada um deles carregará a chama olímpica para lembrar a necessidade de garantir os direitos de todas as crianças e todos os adolescentes, sobretudo dos mais vulneráveis, que vivem em situações de conflito e pobreza. Os seis jovens foram escolhidos pelo UNICEF, em parceria com o Rio 2016.

O direito ao esporte deve ser assegurado a todos os meninos e meninas, com ou sem deficiência, morador de uma comunidade indígena ou da periferia de um grande centro urbano.

“Suas histórias representam a importância de superar as desigualdades e garantir os direitos de cada criança e adolescente”, afirma o especialista da área de Esporte para o Desenvolvimento do UNICEF no Brasil, Rodrigo Fonseca.

“O direito ao esporte deve ser assegurado a todos os meninos e meninas, com ou sem deficiência, morador de uma comunidade indígena ou da periferia de um grande centro urbano”, completa.

A história de Breno mostra como o esporte pode abrir novos caminhos nas vidas de jovens e crianças. Seu maior sonho é ser jogador de futebol. “Mas também sou muito bom na corrida com maracá. Para mim, o mais legal é todo mundo estar junto e se divertindo”, explica o adolescente.

Há dois anos, Breno participa do projeto Esporte e Lazer no Território de Proteção. Criado com apoio do UNICEF e da Veracel, o projeto é realizado pelo Instituto Tribos Jovens, em parceria com a Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (SUDESB) e a Prefeitura de Porto Seguro.

A iniciativa atende a 800 crianças e adolescentes, levando atividades esportivas tradicionais e de lazer no turno complementar à escola e com acompanhamento familiar para as aldeias de Barra Velha, Coroa Vermelha e Caramuru Paraguaçu, no sul da Bahia.

“A conquista de Breno é um marco para a sua comunidade”, avalia a coordenadora do Instituto Tribos Jovens, Iane Petrovich. “Precisamos estar todos juntos para garantir que todas as crianças, inclusive as indígenas, tenham direito à educação, à cultura e ao esporte para que possam crescer protegidas, sem violências.”