Apesar dos avanços, as grandes cidades enfrentam desafios a ser vencidos. “Milhares de crianças ainda são excluídas das cidades por sua idade, renda, condição pessoal, deficiência, gênero, orientação sexual, raça ou etnia. Essa é uma pauta que deve ser assumida como prioridade”, afirmou o Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou os resultados das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo na iniciativa Plataforma dos Centros Urbanos. Os dados mostram que ambos os municípios avançaram nos indicadores relacionados à infância e adolescência.
Entre os maiores avanços do Rio de Janeiro, estão a redução da taxa de homicídios entre adolescentes, passando de 38% em 2008 para 30,9% em 2010; o aumento do percentual de crianças e adolescentes com deficiência tendo acesso a escola regular, passando de 33,9% em 2008 para 52,4% em 2011; e a ampliação da cobertura dos programas de atendimento à saúde da família, passando de 22,6% em 2008 para 62,3% em 2011.
Já em São Paulo, os principais destaques são a ampliação da cobertura de pré-natal, passando de 73% das gestantes em 2008 para 77% em 2011; o crescimento no número de matrículas na escola regular de crianças e adolescentes com deficiência, passando de 11.365 estudantes em 2008 para 12.732 em 2011; e o aumento de 38% no número de Centros de Referência de Assistência Social no período.
O Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl, destacou que os avanços registrados pela iniciativa, tanto no Rio quanto em São Paulo, são significativos. Entretanto, as grandes cidades enfrentam desafios a ser vencidos. “É urgente reunir todos os esforços para a reversão do quadro de desigualdades que ainda persistem nas grandes cidades. Milhares de meninas e meninos ainda são excluídos por sua idade, renda, condição pessoal, deficiência, gênero, orientação sexual, raça ou etnia. Essa é uma pauta que deve ser assumida como prioridade pelos diferentes setores da sociedade, sobretudo pelos candidatos a prefeito e vereadores nas eleições de 2012”, declarou.
Gary destacou que um dos papéis do UNICEF ao trabalhar em Centros Urbanos é articular autoridades locais, empresas, mídia, organizações sociais, incluindo as lideranças comunitárias e os próprios adolescentes para garantir direitos.
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