Porta-voz da agência da ONU disse que últimos números da Organização Mundial da Saúde sugerem que 62% da água disponível às famílias em campos para deslocados em Cox’s Bazar está contaminada. UNICEF está aumentando ações para distribuir purificadores e tratar a água nas casas, além de promover práticas de higiene.

UNICEF está aumentando ações para distribuir purificadores e tratar a água. Foto: UNICEF/Brown
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está trabalhando com autoridades em Bangladesh na investigação de altos índices de contaminação com a bactéria E.coli em poços d’água dentro de campos para refugiados rohingya, em Cox’s Bazar.
O porta-voz do UNICEF, Christophe Boulierac, disse a jornalistas na semana passada (22) em Genebra que os últimos números da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem que 62% da água disponível às famílias está contaminada.
Boulierac disse que a agência também está “preocupada com um aumento nos casos de diarreia aguda, incluindo várias mortes”.
Entre 25 de agosto e 11 de novembro de 2017, mais de 39 mil casos foram registrados, incluindo 10 mortes. Cerca de 42% das contaminações foram em crianças com menos de cinco anos.
O porta-voz afirmou que a agência está aumentando ações para distribuir purificadores e tratar a água nas casas, além de promover práticas de higiene.
Ele ressaltou que o fornecimento de água potável tem sido uma das prioridades da agência na resposta à crise de refugiados rohingya.
Desde 25 de agosto, cerca de 622 mil pessoas fugindo da violência em Mianmar buscaram refúgio em Cox’s Bazar, levando o número total de deslocados no distrito para 834 mil.
(Da ONU News em Nova Iorque)