Fundo das Nações Unidas para Infância alertou que meio milhão de crianças no Iêmen podem morrer ou sofrer algum dano físico e mental, se recursos não forem disponibilizados.
O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) alertou que meio milhão de crianças no Iêmen podem morrer ou sofrer algum dano físico e mental como resultado da desnutrição, a menos que recursos suficientes sejam disponíveis para aliviar os conflitos, a pobreza crônica e a seca.
“Conflitos, pobreza e secas, agravado pela instabilidade do aumento dos preços e do combustível e a queda dos serviços sociais do ano passado, estão colocando a saúde das crianças em risco, ameaçando suas vidas”, disse a Diretora Regional da UNICEF para o Oriente Médio e do Norte da África, Maria Calivis.
Com 58% das crianças raquíticas, o Iêmen tem a segunda maior taxa de desnutrição infantil crônica no mundo, depois do Afeganistão. A desnutrição aguda afeta cerca de 30% das crianças em algumas partes do país, perto dos níveis observados no sul da Somália, e duas vezes mais que o limite de emergência reconhecido internacionalmente.
A desnutriçao, junto com serviços de saúde precários, também é culpada pela maioria das 74 crianças mortas recentemente por sarampo. O país também tem uma das maiores taxas de morte entre crianças com menos de cinco anos no Oriente Médio e Norte da África: entre 1.000 nascidos, 77 não sobrevivem até o quinto ano de vida, o que significa cerca de 69 mil crianças mortas todos os anos.
Para este ano, o UNICEF calcula que precisará de 50 milhões de dólares para financiar os programas para crianças que precisam de ajuda humanitária no Iêmen.