As crianças do Sudão do Sul estão enfrentando jornadas diárias de horrores e privações e precisam urgentemente de um ambiente de proteção pacífico. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no relatório Infância sob Ataque.

Criança leva irmã mais nova nas costas. Ambas vivem na rua em Aweil, Sudão do Sul. Foto: Rich/UNICEF
As crianças do Sudão do Sul estão enfrentando jornadas diárias de horrores e privações e precisam urgentemente de um ambiente de proteção pacífico. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no relatório Infância sob Ataque.
Enquanto o conflito do país mais jovem do mundo entra no 5º ano, o UNICEF informou que mais da metade das crianças do Sudão do Sul estão na “agonia da morte”, vítimas de desnutrição, doenças, recrutamento forçado, violência e perda de escolaridade.
“Nenhuma criança deveria nunca experimentar tantos horrores e privações”, afirmou Leila Pakkala, diretora regional do UNICEF para o Leste e Sudeste da África. Anos de inseguridade e revolta tem provocado um “impressionante impacto nas crianças”, ameaçando uma geração inteira, segundo o relatório.
Os números do UNICEF contam uma história sombria: quase três milhões de crianças sofrem de insegurança alimentar severa; mais de um milhão têm desnutrição aguda; 2,4 milhões foram retiradas de casa; 2 milhões estão fora da escola e, se a situação atual persistir, apenas uma em cada 13 crianças conseguirá terminar o ensino primário.
Além disso, estima-se que 900 mil crianças sofrem de stress psicológico, 19 mil foram recrutadas por forças armadas ou grupos armados; mais de 2.300 foram assassinadas ou ficaram feridas desde o início do conflito, em dezembro de 2013. Além disso, centenas de estupros e incidentes de ataques sexuais contra crianças têm sido relatados.
Apesar dos enormes desafios enfrentados no país que é um dos mais perigosos para equipes de ajuda humanitária, o UNICEF tem entregue ajuda para as crianças do Sudão do Sul desde o início do conflito. O Fundo estima que são necessários 183 milhões de dólares para dar assistência para crianças e mulheres do país em 2018.