“As crianças devem ser protegidas, e aqueles que não conseguem protegê-las serão responsabilizados”, afirmou a agência da ONU.
Crianças refugiadas de Deir ez-Zur, no leste da Síria, brincam em um lote abandonado em Erbil. O acesso à educação se tornou praticamente impossível para a maior parte das crianças sírias após o início do conflito civil. Foto: ACNUR/B.Sokol
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) classificou nesta quarta-feira (21) os relatos de ataques contra civis – incluindo crianças – nos arredores de Damasco como “profundamente perturbadores”.
Imagens de vídeo ainda não verificadas mostram dezenas de corpos de homens, mulheres e crianças – incluindo bebês – atingidos pelo que seria um ataque com armas químicas. Segundo relatos da imprensa, membros da oposição síria dizem que até mil pessoas podem ter morrido no ataque.
“Tais atos horríveis devem ser um lembrete a todas as partes e todos os que têm influência sobre elas que este terrível conflito foi longe demais e as crianças sofreram mais do que suficiente”, afirmou o UNICEF.
“As crianças devem ser protegidas, e aqueles que não conseguem protegê-las serão responsabilizados”, conclui a agência da ONU que trata do tema da infância.
Logo após uma reunião de emergência no Conselho de Segurança, no início da noite de quarta-feira (21), em Nova York, o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, disse que o ataque tem que ser investigado.
A ONU possui, no momento, uma equipe de inspetores de armas em Damasco, apurando o uso de agentes químicos num outro ataque ocorrido no início do ano, na área de Khan al-Assal. O incidente foi atribuído às forças da oposição síria.
Os inspetores, liderados pelo cientista Aka Sellström, estão em Damasco a convite do governo sírio, que culpa a oposição pelo uso de armas químicas no primeiro ataque.
(Com informações da Rádio ONU em português)