UNICEF condena bombardeios que provocaram a morte de 19 crianças em Alepo, na Síria

Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien encaminhou apelo ao Conselho de Segurança, pedindo a líderes mundiais que encontrem solução política para a crise no país.

Crianças levam água na cidade de Douma, na Guta Oriental, área rural de Damasco. Foto: UNICEF / Bassam Khabieh

Crianças levam água na cidade de Douma, na Guta Oriental, área rural de Damasco. Foto: UNICEF / Bassam Khabieh

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) condenou, nesta quarta-feira (16), ataques de morteiro que mataram, na véspera, ao menos 19 crianças em áreas civis da região de Alepo, na Síria. No mesmo dia do pronunciamento da agência, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, fez um apelo ao Conselho de Segurança, solicitando a líderes mundiais que encontrem uma solução política para a crise no país.

Seis das crianças que foram mortas estavam num abrigo infantil apoiado pelo UNICEF. “Esses ataques destacam um flagrante desprezo pelas leis de guerra. Eles são um forte lembrete de que nenhum lugar na Síria é seguro para crianças”, afirmou a representante da agência no país, Hanaa Singer.

Em mensagem encaminhada ao Conselho de Segurança, o subsecretário para Assuntos Humanitários também destacou a situação preocupante das crianças sírias. Segundo O’Brien, mais de 5 milhões de jovens estariam precisando de assistência imediata. No país, um terço das crianças teve que abandonar os estudos e, em regiões controladas pelo Estado Islâmico, instituições de ensino estariam utilizando um currículo formulado pelo grupo terrorista.

O’Brien alertou também para ataques sistemáticos à infraestrutura civil do país. De acordo com o subsecretário, forças do governo sírio atacaram zonas residenciais repetidas vezes entre 17 e 26 de agosto. Na última semana do mesmo mês, grupos armados não controlados pelo Estado mataram ao menos 20 civis em bombardeios. “São os civis que continuam a sofrer as consequências dessa guerra”, disse.