Para o UNICEF, colocar as propostas da Agenda pela Infância no centro do debate eleitoral significa caminhar, cada vez mais, na direção do cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança.
A partir de meados de setembro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convidará presidenciáveis, candidatos aos governos dos Estados e eleitores a colocar a infância no coração de suas agendas. Durante o encontro com os políticos, a agência da ONU apresentará a Agenda pela Infância 2015-2018, um documento com sete desafios em áreas como educação, saúde e proteção e propostas concretas para superá-los.
Ao mesmo tempo, o UNICEF lançará uma ação nas redes sociais para engajar eleitores em favor dessas propostas pró-infância. A ação #voteemmim está baseada em uma série de vídeos curtos que traduzem de forma lúdica o documento do UNICEF. Nos filmes, três crianças fazem o papel de candidatos e pedem para que os eleitores votem nas crianças. Por meio dessa ação, os internautas serão convidados a compartilhar os vídeos e o documento do UNICEF com seus candidatos perguntando a eles: “O que você vai fazer pela infância?”
Para o UNICEF, colocar as propostas da Agenda pela Infância no centro do debate eleitoral significa caminhar, cada vez mais, na direção do cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, traduzida na Constituição Brasileira e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
“O Brasil já avançou muito na garantia dos direitos de suas crianças. Mas há temas que ainda precisam ganhar maior visibilidade na agenda política brasileira”, diz Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. “Isso ajudará o País a caminhar rumo à redução das desigualdades que afetam a sobrevivência e o desenvolvimento de milhões de crianças e adolescentes.”
A Agenda pela Infância 2015-2018 e as peças da campanha podem ser baixadas diretamente no site www.voteemmim.org.br
Os sete desafios da Agenda da Infância 2015-2018 do UNICEF são: 1) Eliminar as mortes evitáveis de crianças menores de 1 ano de idade e reduzir a mortalidade infantil indígena; 2) Garantir que cada criança e cada adolescente de 4 a 17 anos tenham acesso a escolas públicas inclusivas e de qualidade, aprendendo na idade certa os conhecimentos correspondentes a cada ciclo de vida; 3) Reduzir as altas taxas de homicídio contra crianças e adolescentes; 4) Garantir o acesso à justiça para todas as crianças e adolescentes; 5) Assegurar que adolescentes e jovens participem da vida democrática do País; 6) Reduzir o número de cesáreas desnecessárias; e 7) Garantir a atenção humanizada e especializada para adolescentes e jovens nos serviços de saúde.
