“Negar o acesso dos civis à água é uma violação das leis de guerra e deve acabar”, afirma representante do UNICEF para o Oriente Médio e o norte da África, Peter Salama.

Menino carrega garrafa que de água no acampamento para pessoas deslocadas de Tishreen, em Alepo, Síria. Foto: UNICEF/Razan Rashidi
Em meio a incessante brutalidade da guerra na Síria e uma onda de calor do verão, há evidências cada vez mais fortes de que as partes do conflito estão usando a água para obter ganhos políticos e militares, advertiu nesta quarta-feira (26) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“Água limpa é uma necessidade básica e um direito fundamental, tanto na Síria quanto em qualquer outro lugar”, disse o representante do UNICEF para o Oriente Médio e o norte da África, Peter Salama. “Negar o acesso dos civis à água é uma violação das leis de guerra e deve acabar”.
Nos últimos meses, até cinco milhões de pessoas que vivem em cidades e comunidades em todo o país sofreram as consequências de longas, e às vezes deliberadas, interrupções de seus suprimentos de água. Isso inclui 2,3 milhões em Alepo, 2,5 milhões em Damasco e 250 mil em Daraa.
Sem água em casa, crianças regularmente assumem a tarefa de coletá-la de fontes públicas ou pontos de coleta. Um engenheiro do UNICEF contou que conheceu uma menina que ficou numa fila durante horas para abastecer dois pequenos recipientes de água. Quando ela percebeu que eles eram muito pesados para carregar, “ela simplesmente começou a chorar”, lembrou ele.