Adriana, 15 anos, foi diagnosticada com paralisia cerebral aos sete meses de vida. Os médicos diziam que ela nunca poderia andar. Com o apoio da família, a menina superou obstáculos e, hoje, é corredora paralímpica. A jovem já conquistou três medalhas de ouro e uma de prata entre 2014 e 2015.

‘Por causa do esporte, estou melhor na escola, brinco mais e sou mais ativa’, dissse Adriana Santos, 15 anos. Foto: UNICEF/BRZ/Ida Pietricovsky de Oliveira
Aos 15 anos, a paraense Adriana Almeida Santos, de Belém, tem muitas vitórias para comemorar. Ela foi diagnosticada com paralisia cerebral aos sete meses de vida, mas, com o apoio da mãe, se supera em tudo o que busca fazer. Cada pequeno passo é uma conquista, principalmente porque a menina havia recebido o prognóstico de que nunca poderia andar.
Na companhia de um amigo, Adriana caminha diariamente para a escola. E de tanto treinar no Centro de Referência em Inclusão Educacional, acabou virando atleta paralímpica, conquistando três medalhas de ouro e uma de prata na corrida, entre 2014 e 2015.
A jovem agora vai viver um novo sonho. Na próxima quarta-feira (15), Adriana vai carregar a Tocha Olímpica — símbolo das competições que acontecem em agosto e setembro no Rio de Janeiro — durante o revezamento da chama no Pará.
A adolescente é uma dos seis meninas e rapazes de todo o Brasil que foram escolhidos por uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com o Comitê Organizador Rio 2016 para representar as crianças e jovens do mundo na corrida que vai levar a Tocha até a abertura dos Jogos.
“Quando eu soube que carregaria a Tocha fiquei muito feliz e surpreendida. Meu coração disparou. Sei que é uma oportunidade muito importante e vai fazer toda a diferença na minha vida.”
Aluna do 6º ano do ensino fundamental, Adriana tem uma rotina comum, como a das meninas da sua idade. Integrante da rede de adolescentes da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) — uma iniciativa do UNICEF para a redução das desigualdades intraurbanas —, a jovem é testemunha dos benefícios do esporte para todas as crianças e todos os adolescentes.
“É importante a prática de esporte porque está me ajudando a aprender. Por causa do esporte, estou melhor na escola, brinco mais e sou mais ativa. Antes eu tinha muita dificuldade de andar, de aprender e, com o esporte, eu melhorei muito.”
Para o UNICEF, histórias como a de Adriana são um exemplo para mostrar o poder do esporte como ferramenta de inclusão.
“Quando falamos em inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência, não basta colocá-las em sala de aula. É preciso criar condições reais para que possam aprender e se desenvolver de maneira integral. O esporte tem se mostrado como uma estratégia valiosa para essa conquista. Afinal, quando todos jogam juntos, todos saem ganhando”, explicou o coordenador do escritório da agência da ONU em Belém, Fabio Morais.