Walas Souza dos Santos, de 15 anos, deixou o interior da Bahia há três anos. Com seus pais e seus cinco irmãos, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi morar no Morro dos Prazeres. Na comunidade, começou a praticar futebol e hoje, sonha em ser jogador profissional.

Foto: UNICEF/BRZ/Fred Borba
O estudante Walas Souza dos Santos, de 15 anos, deixou o interior da Bahia há três anos. Com seus pais e seus cinco irmãos, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi morar no Morro dos Prazeres, na região central da capital fluminense. A mudança não foi fácil.
Mas Walas logo encontrou uma oportunidade que mudou sua vida: começou a participar dos treinos de futebol da comunidade. Ele descobriu no esporte uma maneira de fazer novos amigos, enfrentar os desafios que afetam os jovens das favelas do Rio e sonhar com uma vida melhor para todos.
O entusiasmo com o esporte fez Walas ser convidado para conduzir a Tocha Olímpica, um símbolo da união entre os povos que se reúnem para competir nas Olimpíadas e Paralimpíadas.
A convite de uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Walas vai representar todas as crianças do Rio de janeiro e do mundo na próxima quinta-feira (14), em Curitiba, capital do Paraná, durante o revezamento da chama das Olimpíadas pela cidade.
O futebol me faz alegre. Eu queria ver todo mundo
sorrindo mais. Acho que, se a gente pudesse convidar
mais crianças para jogar futebol, elas se apegariam na bola
e não desistiriam de coisas boas.
“No começo, não acreditei. Por que eu? É um orgulho muito grande. Espero poder representar bem todas as crianças”, sorri Walas.
Foi com o incentivo da irmã Carol, hoje com 17 anos, que o adolescente começou a jogar futebol. A desenvoltura na quadra e os dribles de craque levaram-no a participar neste ano do seu primeiro campeonato. Atualmente, o estudante joga na posição de zagueiro e treina três vezes por semana para alcançar o sonho de ser jogador profissional.
“O futebol me faz alegre. Eu queria ver todo mundo sorrindo mais. Acho que, se a gente pudesse convidar mais crianças para jogar futebol, elas se apegariam na bola e não desistiriam de coisas boas.”
Para o UNICEF, histórias como a de Walas são essenciais para evidenciar o poder do esporte como ferramenta de inclusão social.
“É essencial garantirmos oportunidades justas para cada criança, especialmente as mais vulneráveis. E o direito ao esporte pode ser um grande aliado para construirmos uma vida com mais saúde, mais diversão e menos violência nos centros urbanos”, explica a coordenadora do escritório do UNICEF no Rio de Janeiro e coordenadora nacional da Plataforma dos Centros Urbanos, Luciana Phebo.