Neste ano, 108 mil crianças menores de cinco anos de idade foram internadas em unidades de reabilitação nutricional. O UNICEF afirma que apenas um quarto do financiamento necessário para ajudar a situação nutricional no país foi assegurado.

Crianças deslocadas em Bamako, capital do Mali, comem uma refeição de boas-vindas. Foto: ACNUR/H. Caux
Uma pesquisa de nutrição e mortalidade realizada pelo Ministério da Saúde do Mali e seus parceiros – incluindo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – constatou que a taxa de desnutrição aguda global na região de Gao, no norte do Mali, é de 13,5%, o que, de acordo com a classificação da ONU, torna a situação nutricional grave.
Durante os próximos seis meses, 22.730 crianças estarão em risco de sofrer desnutrição aguda, advertiu o UNICEF em um comunicado à imprensa.
“A situação nutricional em Gao merece atenção especial. Medidas devem ser tomadas agora para que as crianças que podem ser salvas não sejam deixadas para morrer e para que novos casos possam ser prevenidos”, disse o coordenador de ação humanitária para o Mali, David Gressly, durante uma visita a Gao nesta terça-feira (23).
Duas outras pesquisas – no norte e no sul do país – serão realizadas para que as tendências de nutrição sejam avaliadas para melhor direcionar as necessidades e priorizar a alocação de recursos.
Neste ano, 108 mil crianças menores de cinco anos foram internadas em unidades de reabilitação nutricional em todo o país com a ajuda do Governo, do UNICEF e parceiros humanitários.
O UNICEF afirmou que 80 milhões de dólares são necessários para atender necessidades nutricionais de todo o país. Até o momento, apenas um quarto deste financiamento foi assegurado. Até o dia 22 de julho, a campanha para o Mali mobilizou 142 milhões, apenas 30% do valor total de 476 milhões de dólares.