Na última semana, um ataque aéreo atingiu uma estação de tratamento de água em Alepo. Danos deixaram 3,5 milhões de sírios sem abastecimento. Pessoas estão buscando água potável no rio Eufrates.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) solicitou a todas as partes do conflito na Síria, nesta terça-feira (1), o respeito pelo direito humanitário, que garante a proteção da infraestrutura civil e o direito da população a ter acesso a serviços. Na última quinta-feira (26), um ataque aéreo atingiu a estação de tratamento de água Al-Khafseh, na cidade de Alepo, no norte do país, deixando cerca de 3,5 milhões de pessoas sem abastecimento.
Embora o bombeamento de água já tenha sido parcialmente restaurado, mais de 1,4 milhão de moradores da zona rural de Alepo continuam enfrentando interrupções no fornecimento. De acordo com a agência da ONU, a unidade de tratamento que foi danificada pelas investidas aéreas é uma das mais importantes na Síria e produz, em média, 18 milhões de litros de água potável por dia.
Cortes no abastecimento levaram pessoas a buscar água no rio Eufrates, o qual, por conta dos bombardeios à Al-Khafseh, tornou-se a única fonte de água potável para 4 milhões de pessoas espalhadas pela província de Alepo. “Na Síria, as regras da guerra, incluindo aquelas que deveriam proteger a infraestrutura civil vital, continuam a ser quebradas diariamente”, afirmou a representante do UNICEF no país, Hanaa Singer.
A agência da ONU apelou aos envolvidos no conflito sírio para que suspendam ataques a instalações de água, sistemas de tratamento, oleodutos, infraestrutura e equipes que reparam estações de fornecimento de água.
