UNICEF planeja treinar no Rio 125 jovens para mapear áreas de risco ambiental em seus territórios

Em oficinas que contaram com a parceria do MIT e do CEDAPS, replicadores no Rio de Janeiro usaram balões, pipas e ‘smarthphones’ para mapear comunidades.
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Para tirar fotos aéreas, participantes da oficina soltam balão com câmera. Pipas, balões e ‘smartphones’ (celulares multifuncionais). Essas foram as ferramentas utilizadas por jovens para mapear pontos de risco ambiental em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. A atividade, ocorrida no mês de agosto, fez parte da oficina internacional realizada pelo Fundo das Nações Unidas (UNICEF), voltada para a formação de treinadores que deverão replicar o conhecimento. O objetivo é beneficiar 125 jovens em cinco comunidades-piloto.

Os ‘smarthphones’ foram usados com um GPS, para localizar e mapear as fotos em tempo real. Já as pipas e balões tinham câmeras amarradas para fazer o registro aéreo de pontos específicos, com base em cinco categorias temáticas: infraestrutura; saneamento; espaços sociais; obstáculos aos pontos de apoio em caso de emergência; e atividades ambientais na comunidade.

“Verificamos que há um grande interesse das autoridades locais de incorporar essa metodologia nas políticas públicas e um forte desejo dos adolescentes e lideranças comunitárias em usar o mapa para advogar por suas causas”, afirmou Luciana Phebo, coordenadora do escritório do UNICEF no Rio de Janeiro.

Além da capacitação, ao longo da semana houve apresentações feitas pelos representantes do poder local sobre riscos ambientais e depoimentos de representantes das comunidades sobre esses riscos.

A oficina ocorreu entre os dias 22 e 26 de agosto e foi feita em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS).