Após oito crianças terem sido diagnosticadas com sarampo na capital Bagui, agência da ONU inicia campanha emergencial contra o sarampo, que visa não só responder ao surto como melhorar a rotina de vacinação na região.

Foto: ONU/Marie Frechon
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros estão lançando uma campanha emergencial de vacinação contra o sarampo, que terá como objetivo atingir 125 mil crianças na República Centro-Africana (RCA). A campanha de cinco dias começa nesta quarta-feira (22), na capital Bangui, depois de oito crianças terem sido diagnosticadas com a doença no mês passado.
“O sarampo é uma das principais causas de morte entre crianças pequenas. A violência em massa e os conflitos armados na RCA deixaram milhões de pessoas sem acesso a cuidados básicos de saúde, com centenas de milhares de crianças em situação de risco de uma doença que pode se espalhar rapidamente entre as comunidades mais carentes”, afirmou Souleymane Diabate, representante do UNICEF no país.
O conflito na RCA, que ocorre desde dezembro do ano passado, levou a um colapso dos serviços básicos e aumentou o risco de surtos de doenças em todo país. Juntamente com as más condições de vida e uma taxa de vacinação historicamente baixa contra o sarampo — de 62% –, isso pode significar que as vidas de muitas crianças estão agora em risco, disse o UNICEF em um comunicado à imprensa.
“Onde o acesso permite — a agência encontra dificuldades para acessar aqueles que mais precisam, especialmente agora, com a chegada do período de chuvas –, o UNICEF está atuando com parceiros para efetuar intervenções que salvam vidas. Nossas prioridades são ter uma resposta de emergência imediata na área da saúde, nutrição, água e saneamento, além de proteger as crianças da violência, separação e recrutamento por grupos armados”, disse Diabate.
Em preparação para a campanha, mais de 246 mil vacinas chegaram a Bangui na última quarta-feira (15), incluindo 100 mil vacinas compradas por fundos doados pela companhia aérea easyJet. As vacinas serão utilizadas para responder ao surto de sarampo em Bangui e melhorar a rotina de vacinação contra o sarampo em regiões de alto risco do país.