A ampliação do acordo de cooperação entre a agência da ONU e as Centrais Elétricas do Pará (Celpa) permite que os clientes façam doações por meio da conta de energia elétrica para iniciativas nas áreas de educação, saúde e proteção de crianças e adolescentes na região.

O UNICEF trabalha com diferentes parceiros para mudar os indicadores infantis na região amazônica. Foto: Flickr/Daniel Zanini H.
Em cerimônia no auditório da Casa das Artes do Pará, em Belém (PA), a Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) renovaram sua parceria nesta segunda-feira (08) que possibilita aos clientes da Celpa fazer uma doação ao UNICEF por meio da conta de energia elétrica. As contribuições são destinadas a iniciativas nas áreas de educação, saúde e proteção de crianças e adolescentes desenvolvidas pelo UNICEF no Pará e Amazônia Legal.
Há sete anos a Celpa e o UNICEF estão juntos pela melhoria da vida de crianças e adolescentes que não têm seus direitos assegurados.
Na mesma ocasião, o UNICEF vai assinar com o Governo do Pará um Memorando de Entendimento, visando a colaborar para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes e a redução das desigualdades no Estado. Entre os temas que serão priorizados e definidos no Memorando, estão a promoção dos direitos da primeira infância; a participação política de adolescentes; a prevenção de todas as formas de violência contra crianças e adolescentes; a promoção da educação integral, inclusiva e contextualizada e a diminuição da exclusão escolar; e o estímulo ao esporte para o desenvolvimento e promoção social.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Amazônia a taxa de mortalidade infantil é superior à média nacional em 24,2 por mil nascidos vivos (no Brasil é 16 por mil); e mais de 18% dos adolescentes (15 a 17 anos) ainda estão fora da escola. Foi a única região em que os indicadores do trabalho infantil apresentaram piora expressiva com mais de 489 mil crianças e adolescentes com idade entre 5 a 17 anos trabalhando (aumento nos Estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins).
Esses são alguns dos motivos pelos quais o UNICEF trabalha incansavelmente com empresas, Governo e sociedade: para mudar esses indicadores e transformar a vida das crianças e adolescentes que estão em risco.