UNICEF tem nova diretora regional para América Latina e Caribe

Nacional da Argentina, María Cristina Perceval assume sua nova função após uma carreira de mais de 30 anos como senadora e diplomata defensora dos direitos humanos. María Cristina Perceval substitui Bernt Aasen, que se aposenta após 28 anos a serviço da organização.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou na última sexta-feira (11) María Cristina Perceval como nova diretora regional da agência da ONU na América Latina e Caribe.

Nacional da Argentina, Perceval assume sua nova função após uma carreira de mais de 30 anos como senadora e diplomata defensora dos direitos humanos. María Cristina Perceval substitui Bernt Aasen, que se aposenta após 28 anos a serviço da organização.

A região da América Latina e do Caribe tem feito progressos significativos rumo às obrigações definidas pela Convenção sobre os Direitos da Criança. Os indicadores regionais mostram que a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos foi reduzida em 67% entre 1990 e 2015; a desnutrição crônica entre crianças de 6 a 59 meses de idade caiu de 12,6 milhões, em 1990, para 5,5 milhões, em 2014; e taxa de escolarização primária líquida aumentou de 86% para 93,6%, entre 1991 e 2015.

A região também está perto de eliminar a transmissão vertical do HIV de mãe para filho e hoje há conhecimento, experiência e ferramentas para conseguir uma geração livre da Aids.

No entanto, destacou um comunicado da agência, persistem desafios importantes que Perceval deve assumir em uma região com 198 milhões de crianças e adolescentes, considerada a mais desigual do mundo, em que mais de 500 crianças com menos de 5 anos morrem a cada dia devido a causas evitáveis.

Além disso, cerca de 22 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola ou em risco crítico de abandono; 4 milhões não têm registro de nascimento e, portanto, não existem oficialmente; cerca de 240 mil crianças e adolescentes vivem em instituições de sistema de proteção e não em um ambiente familiar; e mais de 69 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza.

Sob a liderança de Perceval, o UNICEF disse por meio do comunicado que continuará seu trabalho de garantir os direitos de cada criança e adolescente na região, com ênfase especial sobre as crianças e as famílias mais vulneráveis e excluídas, tendo como marco a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Saiba mais clicando aqui.