Único caminho para resolver a crise na Líbia é o diálogo, afirma secretário-geral da ONU

Ban Ki-moon pede ao povo líbio que honre seu compromisso com os valores da revolução que levou o país do norte da África à democracia.

Casa destruída na cidade de Mizdah nas montanhas Nafusas. Foto: IRIN / Jorge Vitoria Rubio

Casa destruída na cidade de Mizdah nas montanhas Nafusas. Foto: IRIN / Jorge Vitoria Rubio

O secretário- geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, nesta quarta-feira (25), estar muito preocupado com o aumento da violência na Líbia, pedindo a todos os envolvidos que “cessem com os ataques para evitar o agravamento da situação”. Ban também expressou profunda preocupação com a violação das instalações da ONU na capital Trípoli no dia 24 de novembro, afirmando que “tais ações não podem ser toleradas e devem cessar imediatamente”.

Dois dias após um cessar-fogo mediado pela ONU, que trouxe um alívio temporário para os civis que vêm sendo alvo da violência, a luta recomeçou em diversas áreas do país, com ataques aéreos em Trípoli, nas montanhas Nafusa, no oeste do país, e nos arredores de Benghazi, no leste.

O chefe da ONU está convencido de que o único caminho para solucionar a crise na Líbia é o diálogo e pede ainda a todos os líbios que se comprometam com os ideais da revolução para tomarem decisões certas.

Desde 2011, com o levante que depôs o ex-líder Muamar Kadafi, a violência entre grupos armados se espalhou por todo o país, causando uma grave crise humanitária. De acordo com números fornecidos pela agência de refugiados da ONU (ACNUR), pelo mais de 100 mil pessoas fugiram de suas casas apenas em outubro deste ano. Desde maio, quase 400 mil pessoas deixaram seus lares.