“Unidos contra a Fome”: Dia Mundial da Alimentação – 16 de Outubro de 2010

“Para muitas pessoas, hoje não é o Dia Mundial da Alimentação: é mais um dia sem alimentos. Apesar de o número de pessoas que passam fome ter baixado em relação ao máximo histórico de um bilhão atingido no ano passado, há ainda 925 milhões de pessoas com fome no mundo.” Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Foto: ONU.Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon

Para muitas pessoas, hoje não é o Dia Mundial da Alimentação: é mais um dia sem alimentos. Apesar de o número de pessoas que passam fome ter baixado em relação ao máximo histórico de um bilhão atingido no ano passado, há ainda 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Esta situação lembra-nos constantemente que os sistemas alimentares mundiais não estão garantindo a segurança alimentar dos membros mais vulneráveis da sociedade.

A meta relativa à fome, estabelecida no primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome, até 2015 – é um pilar do qual depende a realização de todos os objetivos. Quando as pessoas passam fome, não podem quebrar as correntes que as mantêm na pobreza e estão mais expostas às doenças infecciosas. As crianças que sofrem de fome não têm possibilidade de crescer, de aprender e de se desenvolver.

Só este ano, o terremoto no Haiti, a seca no Sahel e as enchentes no Paquistão fizeram milhões de pessoas entrarem numa situação de fome que põe em risco as suas vidas. A crise alimentar e financeira continua afetando as pessoas mais vulneráveis de todo o mundo. Os preços dos alimentos mantêm-se voláteis e alcançaram, recentemente, o nível mais elevado dos últimos dois anos.

Este ano, o tema do Dia Mundial da Alimentação, “Unidos contra a Fome”, é o reflexo de uma evolução positiva: cada vez mais governos, organizações intergovernamentais, órgãos regionais e sub-regionais, empresas e grupos da sociedade civil estão estabelecendo parcerias e pondo em prática soluções conjuntas. A sua abordagem é cada vez mais ampla, abrangendo a estabilização da oferta de alimentos, um maior acesso aos alimentos e a otimização da nutrição em nível familiar. Estende-se a todos uma gama de questões relacionadas com a segurança alimentar, desde as atividades dos pequenos agricultores até a alimentação das crianças que frequentam a escola. É assim que, em situações de emergência, a ajuda alimentar pode salvar vidas.

Nos últimos meses, prestou-se mais atenção à nutrição e à necessidade de proporcionar uma alimentação adequada, no momento certo, a quem realmente dela necessita. Isto exige que os sistemas agrícolas, de saúde e de proteção social tenham em conta as necessidades nutricionais e que se levem a cabo intervenções específicas para melhorar a nutrição das crianças, desde a sua concepção até aos dois anos de idade.

Peço a todos para que trabalhem em prol dessa abordagem ampla e o façam em parceria, de modo a levar mais longe os progressos alcançados na redução do número de pessoas que sofrem de fome. Unamo-nos contra a fome para garantir a segurança alimentar e nutricional de todos os seres humanos.

(Saiba mais, em inglês, clicando aqui)