Universidade de Brasília apresenta exposição de fotografias sobre o Mais Médicos

Quem passa pelo campus da Universidade de Brasília (UnB) pode conhecer um pouco mais do trabalho dos profissionais do Mais Médicos. A Faculdade de Ciências da Saúde abriga uma exposição permanente de fotos sobre a iniciativa, com 12 painéis de quatro metros de altura. As imagens mostram o dia a dia dos médicos cubanos selecionados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para trabalhar no Brasil.

Exposição sobre o Mais Médicos na Faculdade de Ciências da Saúde da UnB. Foto: Unb

Exposição sobre o Mais Médicos na Faculdade de Ciências da Saúde da UnB. Foto: Unb

Quem passa pelo campus da Universidade de Brasília (UnB) pode conhecer um pouco mais do trabalho dos profissionais do Mais Médicos. A Faculdade de Ciências da Saúde da instituição de ensino abriga uma exposição permanente de fotos sobre a iniciativa, com 12 painéis de quatro metros de altura. As imagens mostram o dia a dia dos médicos cubanos selecionados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para trabalhar no Brasil.

As fotografias apresentam a relação de proximidade entre clínicos e pacientes, bem como a rotina de atendimento dos médicos, com todos os seus procedimentos básicos de diagnóstico e também de aconselhamento sobre como ter uma vida mais saudável.

As imagens também revelam características dos lugares onde os profissionais foram alocados. Em registros feitos na Ilha de Marajó, no Pará, médicos podem ser vistos se deslocando de barco para atender a população local.

Mais Médicos

O Mais Médicos foi criado em 2013 pelo governo federal brasileiro, com o objetivo de suprir a carência de profissionais de saúde nos municípios do interior e em periferias das grandes cidades. A Representação da OPAS no Brasil colabora com a iniciativa intermediando a vinda de médicos de Cuba para atuar em unidades de atendimento do país.

Os médicos cubanos atuam na Atenção Básica, cuidando de pessoas com diabetes, hipertensão e hanseníase, entre outras doenças, além de promoverem ações educativas. Os clínicos estrangeiros também estão entre os profissionais que trabalham na prevenção e diagnóstico do vírus zika e no acompanhamento de crianças com microcefalia.

Um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) — com aproximadamente 14 mil entrevistados apresentou avaliações positivas da população sobre o desempenho dos profissionais brasileiros e estrangeiros que integram a iniciativa.

Do total de participantes da pesquisa, 81% possuem baixa renda e 95% afirmaram estar satisfeitos com o programa. De zero a dez, deram nota 8,4. Entre os indígenas, a média foi de 8,7.

Experiência exemplar para o cumprimento das metas da ONU

A publicação Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development, a primeira de uma série desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), definiu o Mais Médicos como um exemplo de boas práticas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De acordo com o documento, o programa “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”. A avaliação é de que o Brasil fez investimentos substanciais para a realização do projeto. No entanto, os benefícios de longo prazo da iniciativa “provam superar esses investimentos”, avalia a pesquisa. Estados-membros da OPAS já demostraram interesse em relação ao programa.

Acesse a publicação clicando aqui (em inglês).