UNODC participa de workshop para debater política nacional sobre drogas

O representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime participou do Workshop de Políticas sobre Drogas no Rio Grande do Norte, organizado pela Escola de Magistratura em parceria com o Ministério Público do estado.

Representante da ONU destaca o papel da família, escolas e comunidades na prevenção das drogas. Foto: Senado/Marcello Casal Jr.

Representante da ONU destaca o papel da família, escolas e comunidades na prevenção das drogas. Foto: Senado/Marcello Casal Jr.

A importância de estratégias de prevenção trabalhada com famílias, escolas e comunidades no contexto das drogas foi destacado pelo representante do Escritório de Ligação e Parceria das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil na mesa redonda “Um Panorama Nacional e Internacional sobre Políticas de Drogas: a prevenção, o cuidado e a repressão” em um encontro no Rio Grande do Norte.

Rafael Franzini participou na última quinta-feira (1) do “Workshop de Políticas sobre Drogas no Rio Grande do Norte”, organizado pela Escola de Magistratura em parceria com o Ministério Público do estado. Segundo Franzini, “evidências mostram que para cada dólar gasto em prevenção, pelo menos dez podem ser economizados em custos futuros com saúde, programas sociais e crimes.”

A capacitação é uma promoção do Projeto Transformando Destinos e tem como objetivo sensibilizar e debater as questões referentes à política nacional sobre drogas buscando um alinhamento conceitual da temática e a construção de parcerias com o sistema de justiça e com a função executiva local.

No evento, o diretor de Articulação e Coordenação de Políticas sobre Drogas da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), Leon Garcia, fez uma apresentação sobre a legislação brasileira e a distinção do que seria “traficante” e “usuário”, afirmando que “tais conceitos veem sendo determinados no momento da apreensão e do flagrante, ao contrário de outros países que já possuem critérios objetivos de distinção destes dois indivíduos, considerando também a quantidade de droga portada e a frequência de uso da mesma, por exemplo”.

Para o palestrante, “o desafio maior da política atualmente é deixar de ver o usuário como criminoso para vê-lo como alvo de políticas de saúde publica e de assistência social”.

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