Uso de drogas e perfil do HIV e das hepatites virais no país são tema de encontro em Brasília

“As pessoas que usam drogas são cruciais para o rumo da epidemia de aids no Brasil”, afirma diretor do Departamento de DST, Aids e HIV do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

A reunião foi realizada antes da abertura do Simpósio Internacional sobre Drogas. Foto: UNODC

Cerca de 35 representantes de órgãos do governo, organizações da sociedade civil, e acadêmicos que atuam nas áreas de saúde mental, redução de danos e doenças sexualmente transmissíveis (DST)/HIV reuniram-se na segunda-feira (09),  na capital federal, para discutir o uso de drogas estimulantes no Brasil, e o perfil epidemiológico da aids e das hepatites virais.

Os principais pontos discutidos e as recomendações da Reunião Técnica Global sobre HIV e uso de drogas estimulantes – realizada em 2012 no Brasil pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com o Ministério da Saúde – também foram apresentados para contribuir com a reflexão e com o trabalho de elaboração dessas ações. “As pessoas que usam drogas são cruciais para o rumo da epidemia de aids no Brasil”, afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e HIV do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Este encontro foi organizado como uma pré-atividade do Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão, que acontece entre 9 e 11 de setembro em Brasília.

O Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, disse que o objetivo do Simpósio é promover a discussão de políticas sobre drogas com pessoas que normalmente não participam deste diálogo. Dessa maneira, será possível expandir o debate sobre este assunto que tem ganhado cada vez mais atenção na mídia brasileira, inclusive destacando as boas experiências com foco na promoção da coesão social já implementadas em outros países. Um dos temas que será discutido no Simpósio é justamente o papel da mídia em relação ao estigma associado aos usuários de drogas e ao debate sobre mudanças nas políticas públicas sobre drogas.

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