Uso excessivo da força entre israelenses e palestinos pode agravar tensões, alerta ONU

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) notificou casos de repressão violenta contra manifestantes em Jerusalém Oriental e Belém, na Cisjordânia.

Em Belém, na Cisjordânia, agentes de segurança palestinos teriam reprimido manifestantes com uso excessivo da força. Foto: Wikimedia Commons / Maysa Al Shaer (cc)

Em Belém, na Cisjordânia, agentes de segurança palestinos teriam reprimido manifestantes com uso excessivo da força. Foto: Wikimedia Commons / Maysa Al Shaer (cc)

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) emitiu, nesta terça-feira (29), um apelo às autoridades israelenses e palestinas, solicitando a contenção do uso da força em meio a tensões recentes na região. De acordo com o porta-voz da agência da ONU, Rupert Colville, confrontos entre agentes policiais e a população de ambas as partes teriam ocorrido em Jerusalém Oriental e Belém, na Cisjordânia.

O ACNUDH teme uma escalada de violência entre palestinos e israelenses, após forças de segurança de Israel terem restringido o acesso ao complexo de Al Aqsa, proibindo fiéis palestinos de irem até a mesquita. Segundo Colville, os protestos realizados por palestinos contra as interdições teriam sido duramente reprimidos por oficiais israelenses.

“Insistimos para que as autoridades israelenses assegurem que as forças de segurança só utilizem a força como último recurso e em pleno acordo com os padrões definidos sob a lei internacional para a manutenção da ordem pública”, afirmou o porta-voz.

Em Belém, na Cisjordânia, também foram notificados casos de uso excessivo da força, mas pelos agentes de segurança palestinos, que teriam reagido violentamente contra manifestantes. “Apelamos a todos os lados para que exercitem a contenção e tomem as medidas necessárias para restaurar a calma na região, inclusive através da manutenção do ‘status quo’ histórico no Haram Al-Sharif, que inclui o complexo de Al Aqsa”, destacou Colville.