Porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) disse que representante regional do escritório na América do Sul, Amerigo Incalcaterra, pediu em diversas ocasiões desde 2014 visto para visitar a Venezuela, não obtendo resposta das autoridades, o que dificulta a obtenção de informação em primeira mão sobre a situação do país.

Manifestantes na Venezuela pedem mais liberdade em protesto de 2014. Foto: WikiCommons / Carlos Díaz
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) continua “acompanhando de perto” a situação de direitos humanos na Venezuela, informou na terça-feira (19) em coletiva de imprensa em Genebra.
A porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani, afirmou que situações como violência e insegurança, a escassez de alimentos e os protestos em relação a esse tema, assim como informações sobre linchamentos e o impacto do decreto de emergência, entre outros assuntos, são “extremamente preocupantes”.
Shamdasani afirmou que funcionários do escritório dirigido por Zeid Ra’ad Al Hussein não conseguiram visitar a Venezuela nos últimos anos, o que dificulta a obtenção de informação em primeira mão sobre a situação do país.
Sobre essa questão, a porta-voz do ACNUDH afirmou que “nosso representante regional na América do Sul, Amerigo Incalcaterra, pediu em diversas ocasiões um visto para visitar o país desde 2014, e não recebemos respostas”. “Então, continuamos buscando acesso e, apesar de não termos conseguido, continuamos acompanhando de perto a situação, reagimos (agora) e já reagimos no passado”, completou.