Em debate temático, presidente da Assembleia Geral afirmou que os recursos utilizados na guerra às drogas poderiam ser mais eficazes caso fossem investidos em desenvolvimento.

Plantação de amapola. Foto: UNODC
A comunidade internacional deve aproveitar a oportunidade para realizar discussões abertas, abrangentes e profundas sobre o problema mundial das drogas na sessão especial da Assembleia Geral da ONU de 2016 dedicada ao tema, declarou nesta quinta-feira (7) Jan Eliasson, vice-secretário-geral da ONU, entre apelos por uma repressão sobre as redes do tráfico transnacional de droga e suas ramificações criminosas.
“Da África Ocidental até a Ásia Central, vemos como o tráfico internacional de drogas prejudica os esforços de consolidação da paz e ampara os grupos terroristas”, disse Eliasson em um debate temático de alto nível. “Na esfera internacional, os laços cada vez mais fortes entre o crime organizado transnacional, o terrorismo e a violência extremista constituem uma nova ameaça muito séria.”
Um negócio com receitas anuais estimadas em 322 bilhões de dólares, o tráfico de drogas “se infiltrou na sociedade, nos governos e em instituições nacionais e internacionais”, alertou o presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, em seu discurso de abertura da reunião. Ele acrescentou que só através de esforços coletivos com foco na prevenção e cooperação internacional, os Estados-membros poderiam lutar com êxito contra a disseminação das redes de drogas.
“A luta contra o problema mundial das drogas é uma necessidade urgente e crucial”, declarou Kutesa, acrescentando que os países têm lutado contra com algum sucesso, mas os recursos dirigidos a este problema poderiam ter sido mais eficazes se utilizados para o desenvolvimento.
“Nossos esforços coletivos devem se concentrar na prevenção, ao mesmo tempo, tornando o tratamento e cuidados para as pessoas afetadas pela dependência de drogas e aqueles que necessitam de ajuda para aliviar a dor e sofrimento. Temos também de intensificar as intervenções e cooperação internacional para resistir e combater o crime organizado internacional relacionado com a droga.”