Violações de grupo rebelde na RD Congo podem constituir crimes de guerra, afirma ONU

Relatório analisa o período de três meses no final de 2014 no território de Beni, Kivu do Norte, e reúne informação que demonstra que as Forças Democráticas Aliadas (ADF) cometeram massacres e violações sistemáticas e extremamente brutais.

Um veículo blindado em patrulha perto de Beni, pela Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) Foto: ONU/Sylvain Liechti

Um veículo blindado em patrulha perto de Beni, pela Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) Foto: ONU/Sylvain Liechti

Um relatório de direitos humanos da ONU divulgado na última quarta-feira (13) diz que um grupo rebelde com base em Uganda cometeu graves violações do direito internacional humanitário na crise que divide o nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

O relatório diz que as Forças Democráticas Aliadas (ADF) cometeram as violações sistemáticas e extremamente brutais, que podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As informações foram coletadas ao longo de um período de três meses no final de 2014 no território de Beni, província de Kivu do Norte.

“Diante da persistência dos ataques de combatentes da ADF, invoco as autoridades congolesas a tomar o mais rapidamente possível todas as medidas necessárias para pôr fim aos massacres de civis”, disse o representante especial do o secretário-geral na RDC, Martin Kobler.

No total, os combatentes da ADF atacaram 35 aldeias, matando pelo menos 237 civis, incluindo 65 mulheres e 35 crianças no período entre 1 de outubro e 31 de dezembro de 2014. O documento revela que os ataques deixaram outros 47 civis feridos, 20 foram raptados e houve 2 abusos sexuais.