Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, Valerie Amos chamou a atenção do órgão para a situação dos milhões de sírios que continuam precisando de ajuda e proteção.

Meninos carregam água em acampamento improvisado para os deslocados no norte da Síria. Foto: IRIN/Jodi Hilton
“Violações flagrantes” do direito internacional continuam acontecendo na Síria, advertiu nesta quarta-feira (30) a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Ajuda Humanitária das Nações Unidas, Valerie Amos. lembrando que ataques a civis e abusos de direitos humanos continuam “em flagrante violação dos princípios mais básicos do direito internacional”.
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, Amos chamou a atenção do órgão para a situação dos milhões de sírios que continuam precisando desesperadamente de ajuda e proteção.
“Depois de mais de 20 pedidos, a ONU conseguiu chegar a Madamyiet El Sham, nos arredores da capital, Damasco, para levar alimentos e suprimentos médicos. As 24 mil pessoas que vivem no local não recebiam assistência desde o final de 2012”, disse Amos. Porém, alertou, ainda tem mais de 240 mil pessoas vivendo sem acesso a assistência humanitária ou recebendo quantidades limitadas e irregulares de ajuda.
Com a aprovação da resolução 2165, a ONU e os seus parceiros passaram a usar rotas em quatro postos de fronteira adicionais com a Turquia, Jordânia e Iraque. “O primeiro comboio da ONU cruzou da Turquia para a Síria através do posto de Bab al-Salam, em 26 de julho”, disse Amos, acrescentando que mais de 26 mil pessoas receberam alimentos, materiais de abrigo, utensílios domésticos, água e produtos de higiene.