Violência aumenta na Síria e compromete missão da ONU

“O combate continua e sigo lembrando as partes sobre suas obrigações de respeitar o direito humanitário e proteger os civis”, destaca general. Mandato expira domingo (19).

A violência e o uso indiscriminado de armas pesadas pelo Governo estão crescendo na Síria, assim como a quantidade de ataques direcionados por parte da oposição, atingindo um grande número de inocentes. A avaliação é do Chefe da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS), general Babacar Gaye.

“Nossas patrulhas estão monitorando o impacto da violência, visitando deslocados e hospitais”, relatou nesta segunda-feira (13).

Nas duas semanas anteriores, houve relatos de uma escalada na violência em muitas cidades e vilarejos. Na duas maiores, Damasco e Aleppo, aconteceram intensos combates envolvendo armas pesadas e bombardeios aéreos.

Desde o início do levante contra o Presidente Bashar al-Assad, há 17 meses, estima-se que 17 mil pessoas tenham sido mortas – a maioria civis.

Segundo Gaye, a UNSMIS reorientou suas atividades para monitorar o nível de violência e o uso de armas pesadas, além de ter intensificado os esforços para facilitar “pausas locais” que permitam a assistência a civis.

“O combate continua e sigo lembrando as partes sobre suas obrigações de respeitar o direito humanitário e proteger os civis. O conflito já dura tempo demais e muitas pessoas estão sofrendo”, destacou o general.

Inicialmente autorizado em abril por 90 dias, o mandato da missão foi estendido por outros 30 em julho, quando o Conselho de Segurança adotou a resolução 2059. O texto indica que renovações posteriores seriam possíveis somente se pudesse ser confirmado que o uso de armas pesadas tivesse cessado e uma redução na violência praticada pelos dois lados fosse suficiente para permitir à Missão implementar seu mandato, que vai expirar no domingo (19).

ONU leva ajuda a refugiados palestinos

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) informou ter enviado um comboio de 17 caminhões com 360 toneladas de comida e medicamentos para Damasco. A carga, doada principalmente por empresas palestinas, atenderá a 2,4 mil famílias atingidas pelo conflito. O transporte foi coordenado entre a Autoridade Palestina, a Jordânia e a Síria.