Violência de gênero é tema de mostra do Banco Mundial que abre nesta terça-feira (17) em Brasília

O Banco Mundial, em parceria com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, traz ao Brasil a a mostra de arte multimídia “1 em 3”, cuja cerimônia de abertura está marcada para esta terça-feira (17), às 11h, no Salão Branco do Senado Federal.

3em1Uma em cada três mulheres em todo o mundo vão apanhar, serão forçadas a ter relações sexuais ou sofrer qualquer outra forma de abuso ao longo de suas vidas, de acordo com o levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2012. Para chamar atenção sobre essa questão universal, o Banco Mundial, em parceria com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, traz ao Brasil a a mostra de arte multimídia “1 em 3”, cuja cerimônia de abertura está marcada para esta terça-feira (17), às 11h, no Salão Branco do Senado Federal.

O forte impacto emocional das peças tem como apoio dados levantados pelos mais recentes trabalhos sobre violência devido ao gênero. A natureza complexa e global da questão é enfatizada pela variedade de peças de arte produzidas por artistas emergentes de todas as regiões do planeta. A mostra aborda vários aspectos da violência contra a mulher: desde agressão por parte de um parceiro, violência doméstica, tráfico humano, violência sexual em conflitos armados a formas mais perversas de violência emocional e psicológica.

O Grupo Banco Mundial (GBM) tem um papel crucial no que diz respeito à questão de gênero. Não apenas porque a violência doméstica é moralmente condenável, mas também porque se trata de uma das mais perversas violações dos direitos humanos. A missão do Banco Mundial de erradicar a pobreza e promover a prosperidade compartilhada é impossível de ser alcançada quando um pouco mais que metade da humanidade não pode produzir ou usufruir dos frutos do trabalho porque seus direitos humanos básicos lhe são negados. O empoderamento social e econômico, um pré-requisito básico para sair da pobreza, continuará sendo uma utopia enquanto o bem-estar das mulheres for ameaçado pela violência doméstica, estupro, ataques com ácido, casamentos forçados ou de crianças, mortes por honra e pelo tráfico sexual.

De acordo com o levantamento mais recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2012, uma em cada três mulheres em todo o mundo vão apanhar, serão forçadas a ter relações sexuais ou sofrer qualquer outra forma de abuso ao longo de suas vidas. Isso representa mais de 800 milhões de mulheres. Essa estatística pavorosa fez com que a OMS declarasse a violência devido ao gênero uma epidemia global, que afeta desproporcionalmente mulheres e meninas. Esse tipo de violência não poupa classe econômica, etnia, religião ou nível educacional. O problema da violência contra mulheres e meninas transcende fronteiras internacionais.

Estimativas conservadoras sobre perda de produtividade associada à violência devido a gênero variam desde 1.2% do PIB no Brasil e na Tanzânia a 2% no Chile – praticamente o que a maior parte dos países investem em educação primária. Um estudo mostra que o custo total associado à violência doméstica no Reino Unido, incluindo a redução do bem-estar, equivale a 10% do PIB. Esses números não incluem gastos associado ao impacto emocional de longo prazo e consequências na segunda geração.
Desde 2012, o Grupo Banco Mundial aprovou dez novos projetos que têm como foco a violência sexual ou de gênero, com investimentos de quase US$ 19 milhões. Em breve, o Banco Mundial vai amuentar seus compromissos nesse front como parte de um esforço maior para promover a igualdade de gênero – um pré-requisito vital para que a dupla missão de erradicar a pobreza e promover a prosperidade compartilhada seja alcançada.

O Grupo Banco Mundial está trabalhando com governos, a sociedade civil de seus países-membros e outros parceiros de desenvolvimento para garantir que cada cidadão – homem ou mulher – possa viver livre da violência ou do medo. No âmbito da sociedade civil, a comunidade artística representa um importante papel na conscientização sobre temas sociais chave, incluindo a violência devido ao gênero, e na promoção de mudança de comportamento.