Ao longo do último ano, escassez de alimentos aumentou 80%. Uma epidemia de cólera foi controlada recentemente pelo governo e agências humanitárias, mas malária ainda coloca população em risco.

Diretor de operações do OCHA, John Ging (ao centro) se encontra com representantes de comunidade, durante visita ao estado do Alto Nilo. Foto: OCHA / Guiomar Pau Sole
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou nesta segunda-feira (9) para a situação do Sudão do Sul, onde a insegurança alimentar teve um aumento de 80% ao longo do último ano. Além da fome, país enfrenta surto de malária e confrontos armados internos. A agência da ONU tem prestado assistência à população.
Nas duas últimas semanas, o OCHA e agências parceiras chegaram a cidades dos estados de Unidade e Equatória Ocidental e tem oferecido serviços de saúde, saneamento, higiene e água para pessoas internamente deslocadas. Recentemente, a agência conseguiu combater um surto de cólera no país, com o apoio financeiro de 2,6 milhões de dólares liberados pelo Fundo de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF).
Segundo o OCHA, as respostas humanitárias a essas crises têm encontrado dificuldades por conta do recrudescimento dos conflitos internos no país, que geram mortes, violência sexual e deslocamentos forçados.
Apesar dos avanços contra a cólera, outra infecção tem preocupado a agência e as autoridades do Sudão do Sul. De acordo com o Escritório, a malária continua sendo a causa primária da mortalidade no país. Em 2015, tem sido registrado o dobro, e até mesmo o quádruplo em algumas regiões, de casos, na comparação com 2014.
Em parceria com o governo, o OCHA tem realizado operações de distribuição de redes contra mosquitos e campanhas de disseminação de informação sobre a doença. Ainda são necessários, porém, 4 milhões de dólares para garantir a disponibilidade de remédios e testes diagnósticos para o tratamento da malária. A chegada da estação de chuvas, que facilitam a propagação tanto de cólera, quanto da malária, ameaça aumentar o número de infecções.